Quando Heloísa entrou no quarto da maternidade ontem, houve um emocionado silêncio. Parece que todos prenderam a respiração para disfarçar o choro feliz que tomou conta de nós. A enfermeira a colocou delicadamente no colo da mamãe Rubia, papai Gerson aconchegou-se para sentir aquele calorzinho e cheirinho que só os bebês têm e que derretem até o coração mais duro do mundo.
Nesse momento, nós nos curvamos à presença um milagre. O milagre da criação, o milagre da vida, o milagre do amor, o milagre da multiplicação. Não é possível não acreditar em Deus e sua infinita bondade, não é possível não sermos eternamente gratos por nossas próprias vidas, por estarmos ali.
Deus em pessoa, vestido com lacinhos brancos, de cabelinho preto, boquinha de coração, delicadeza de gestos e expressões, chamada por nós de Heloísa nos enchia de encantamento e ternura. Inocência e amor. Sentimentos que, se quiséssemos, poderiam ser tocados com as mãos, tamanha força daquele instante.
Assim, nasceu essa Família. [Do lat. familia.] S.f. 1. Duas ou mais pessoas que cultivam a arte de conviver. 2. Grupo de pessoas tão iguais e tão diferentes que se amam, se desentendem, fazem as pazes e se completam. 3. Estas pessoas queridas e felizes que aparecem aqui!


