ando pensando bastante nas pessoas que escolheram novas rotas em suas vidas, que estão bem distantes da minha. sinto saudades, às vezes, compreendo, em outras. sou solidária, na maior parte do tempo. embora não negue que me sinta desprezada, preterida, abandonada até. mas é da vida, não é? os caminhos se fazem ao caminhar e se me dissessem que eu estaria aqui hoje talvez eu não gostasse. assim é com todo mundo. eu também duvidaria que essas pessoas estariam tão longe. mas estão. e eu não gosto, mas isso não muda nada.
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a gente tem que tomar muito cuidado para não fazer amizade tão íntima com a infelicidade. com a tristeza. com a dor. amo os meus "fundos de poço", meus becos sem saída, meus momentos de dor sincera e profunda, mas só como trampolim pra cima, não pro subsolo.
há pessoas que só fazem companhia pra dor, pra negação, pro desamparo. escolhem estar no lado obscuro da vida, por não conseguirem suportar suas próprias intolerâncias. aí, é mais fácil odiar o outro do que se odiar. do que se refazer. do que se perdoar. eu entendo.
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eu já estive num lugar muito incômodo de não conseguir odiar quem eu sinceramente amava. olha, eu tentei. até perder a briga e achar de verdade, depois, que era tudo mais desnecessário do que.
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tá chegando o Natal e eu penso em perdoar muitas coisas. mas aí vai se passar mais um semestre e eu vou ter motivos pra me chatear de novo. melhor deixar pra pensar nisso depois do Carnaval.
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as pessoas mudam ou não mudam? não dá pra generalizar sempre. só o tempo, senhores, só o tempo.
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o impossível nos surpreende a qualquer momento.
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é preciso andar pra frente e isso não é um pleonasmo. pra muitas pessoas, é quase uma tortura.
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que bom que a gente pode corrigir o que não tinha mais solução, levantar a cabeça, sacudir a poeira. mas não é com tudo.
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perdão só pra quem merece. quando merece. inclusive eu.
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há tempo para se esvaziar e ficar oca. mas é preciso, antes, ter o que perder.
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Falando de #cerveja: Tripel Karmeliet
9 hours ago



1 comentários:
Tenho pensado em vc nos últimos dias. Nas últimas semanas? Tudo bem contigo? Tudo bem com a vidinha-tocando-em-frente? O mesmo digo da minha, das coisas que acontecem comigo, nos meus caminhos e corridas. E essa coisa de viver não é mesmo uma doidice? Menina, tem cada balde cheio de sentimentos e pensamentos pra separar... uff, tem pra tudo - deve ter, né, porque acho que no fim alguns deles a gente nem sabe muito bem como usar. Escuta, nascer não vem com manual, não? Beijocas! Lulis.
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