Só o tempo e a experiência para trazerem pra nós algum entendimento, algum sentido na vida. Ontem, ou o domingo estava muito frio ou eu estava mesmo querendo fazer meus balanços periódicos, mas foi quando pude botar mais um volume na estante da série "como eu pude?"
Graças a Deus a gente evolui, vê diferente - ou vê, simplesmente - aquilo que não enxergava antes, aquilo que devia ser abandonado desde o início mas pelo que lutei ferrenhamente.
Não, não queira entender. Minha cabeça tem uns labirintos onde até eu me perco.
Só saiba que o que antes enxergava como um ideal, hoje vejo porque não deu certo. Talvez, justamente por isso - por achar que era ideal - que não vi a enrascada que me meteria. Mas já parei de me lamentar há tempos por meu jeito "otimista" de ver a vida, sempre achando que os maiores idiotas da face da Terra têm um lado bom. Não, não têm.
Tenho aprendido (espero aprender antes de acabar essa história) que gente que não presta, simplesmente não presta. Gente que não tem bom coração, simplesmente não tem.
Infelizmente, não dá pra perceber esses defeitos no primeiro aperto de mão. Só com tempo (e no decorrer desse tempo - essas gentes sabem disfarçar bem - é que a gente se perde, se dá, se ferra.
Nos últimos anos tenho procurado me afastar dessas gentes, e ontem, foi o meu dia de ficar muito grata por isso. Por ter conseguido estar longe, bem longe.
Ok, ok, podia ter sido hoje também, porque tá o mesmo frio, e eu continuo no meu balanço periódico de uma segundona comprida, depois de uma noite muito mal dormida. Blé.
Falando de #cerveja: Tripel Karmeliet
2 days ago



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