Não é à toa que dizem que de bem intencionados o inferno está cheio.
Em verdade eu vos digo, há sim, um inferno bem quentinho e flamejante para os bem intencionados.
E funciona assim: tenha as melhores e mais lindas das intenções que não encontrem “eco” suficiente na vida dos seus destinatários.
Não importa o que tenha feito, elas lhes servirão de munição para retribuir o teu apoio, colaboração, empenho, desprendimento. Ou o nome que tenha aquilo que você fez de bom coração.
Terás como resposta a suas ofertas, cedo ou tarde, um grande “eu nunca te pedi nada”, “eu acho que você se meteu onde não foi chamada”.
Esse é o inferno que conviverás cotidianamente. Queimando no mármore.
E se, com seus trinta e poucos, se você ainda não aprendeu que a vida é assim, é porque merece cada centímetro desse mármore.
Por pior que seja, a verdade é uma só: a única boa intenção que vale a pena é aquela que se tem consigo mesmo. E fim. O que sobra, é mármore ou utopia.



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